‘Não precisamos’, diz deputado sobre cartilha do PT para se aproximar dos evangélicos

O deputado Samuel Junior (Republicanos – BA) criticou a cartilha de recomendações aos filiados do PT orientando sobre como tratar a comunidade cristã

O Partido dos Trabalhadores (PT) produziu uma cartilha de recomendações aos filiados sobre a forma de tratar a comunidade cristã, atualmente considerada o grupo mais resistente e opositor às ideologias da legenda. A medida, no entanto, parece não ter agradado os políticos evangélicos.

Questionado durante entrevista à rádio Vox FM, o deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos – BA), que é membro da bancada evangélica, respondeu sobre a movimentação que o partido do presidente Lula está fazendo, demonstrando ser uma mudança por mero interesse a fim de conquistar votos para o pleito.

“Eles sempre foram avessos aos evangélicos, nunca quiseram aproximação. Para se aproximar basta se identificar com aquele grupo, com o sofrimento e necessidades dele, o que nunca ocorreu por parte do PT em relação a nós”, pontuou o parlamentar.

Vale ressaltar que, na última pesquisa Quaest divulgada em julho, o governo Lula foi reprovado por 52% dos entrevistados evangélicos, enquanto 42% desses seguidores religiosos o aprovaram, demonstrando que o índice negativo supera o positivo.

Sobre a construção de um manual exclusivo para lidar com os cristãos, Samuel Júnior foi enfático ao falar sobre o tema: “Nós não precisamos de cartilha, Lula! Porque nós já temos, que é a Bíblia Sagrada, os 10 mandamentos. Quem a segue está de acordo com os nossos princípios. Será, Lula, que você se enquadra? Ou é preciso criar uma nova para fingir?”.

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Deputado critica ‘hipocrisia da esquerda ao escolher vices evangélicos’

“Grande parte da esquerda nunca foi favorável aos evangélicos, basta ver pelas pautas que defende e sempre nos quis longe”, diz Samuel Junior

Na volta das atividades da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos-BA) aproveitou o momento, marcado pelas pré-eleições municipais, para se posicionar sobre a articulação da esquerda de escolher representantes evangélicos para compor chapa, e assim ampliar a margem de votos. Segundo o republicano, o movimento denota a hipocrisia da ala que há anos militava pelo distanciamento da comunidade cristã, a colocando como irrisória e a ‘empurrando’ para fora do debate político, mas que agora vê com interesse o crescimento do espectro em todo o país, visando se aproximar a fim de ampliar o espaço eleitoral.

“Grande parte da esquerda nunca foi favorável aos evangélicos, basta ver pelas pautas que defende e sempre nos quis longe. Chegando essas eleições, porém, tudo mudou! Vários estão fechando chapa com cristãos como vice, em várias cidades da Bahia, porque sabem da nossa força. Em cada município chegamos até metade da população seguindo a religião, por isso essa boa vontade inesperada”, disse o parlamentar em discurso na última terça-feira (6).

Durante o discurso, o parlamentar, traçou um paralelo com a história do rei Herodes, contada na Bíblia Sagrada, e sua sina por matar todos os bebês do sexo masculino em Belém, com medo de perder a coroa para o novo rei dos judeus, que havia sido anunciado. Ao tentar convencer os Magos que iria adorar Jesus caso conhecesse, Herodes buscava assassiná-lo, mas não conseguiu.

“A verdade é que nessa política há vários Herodes, que querem oferecer espaço, mas já sabemos como termina. Independente que o sangue dê nas canelas, não seremos enganados por Herodes modernos! Temos posicionamento e continuaremos defendendo aquilo que acreditamos. Sabemos diferenciar quem são cristãos de verdade daqueles que só queremos usurpar do poder”, acrescenta Samuel Junior.

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