Samuel Júnior deixa o Republicanos e ingressa nas fileiras do Partido Liberal

O deputado Samuel Júnior comunicou oficialmente à presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos, que se desfiliou do Partido Republicanos e ingressou no Partido Liberal. No documento, encaminhado à chefe do Legislativo baiano, o 1º secretário da Mesa Diretora da ALBA solicitou que sejam adotadas as providências cabíveis para o devido registro dessas informações junto aos órgãos competentes da Casa Legislativa, especialmente para o cumprimento das disposições regimentais.

A mudança de agremiação, por parte do deputado Samuel Júnior, ocorreu na sexta-feira passada (3), quando houve o encerramento da chamada “janela partidária”, um período de seis meses, antes do pleito eleitoral de outubro, onde os parlamentares podem trocar de partido sem perder o mandato. A regra foi regulamentada pela Reforma Eleitoral de 2015, através da Lei nº 13.165, consolidando-se como uma saída para a mudança de legenda.

O deputado Samuel Júnior assumiu seu primeiro mandato no Poder Legislativo Estadual em janeiro de 2017, após a renúncia do então deputado Laerte do Vando, eleito prefeito do município de Monte Santo. Casado com a advogada Ariene Couto, vice-presidente do Instituto Assembleia de Carinho, Samuel Júnior foi filiado antes a três partidos políticos: PSC (2013-2018); PDT (2018-2022); e Republicanos (2022-2026). Agora, o parlamentar vai tentar a reeleição, para mais quatro anos, disputando uma cadeira na Assembleia Legislativa como candidato a deputado estadual pelo PL.

Reportagem: Nivaldo Costa 

Edição: Franciel Cruz

“Chamar de traidor é injusto”: Samuel Jr sai em defesa de Zé Cocá e critica base de Jerônimo

Durante conversa com o Classe Política nesta terça-feira (24), nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado estadual Samuel Júnior rebateu críticas feitas por governistas ao prefeito de Jequié, Zé Cocá.

A declaração ocorre após o líder do governo de Jerônimo Rodrigues na Alba, Rosemberg Pinto(PT), classificar Cocá como “especialista em traição”.

Para Samuel, o discurso da base governista é contraditório.

“Zé Cocá prestava até eles tentarem cooptar. Houve convite, inclusive para ser vice. Como ele não aceitou, agora passa a ser tratado como traidor. Mas ele permaneceu do mesmo lado”, afirmou.

O parlamentar ainda fez um apelo pela elevação do debate político na Bahia.

“O mais importante é manter o respeito, o nível da campanha e discutir ideias e propostas que transformem a vida do povo baiano”, completou.

Fonte: Classe Politica

Após ‘Caso Thamiris’, deputado propõe reconhecimento facial em escolas estaduais

O deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) apresentou, nesta quinta-feira (19), uma indicação na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) solicitando à Secretaria Estadual da Educação (SEC) a realização de estudos para implantação de um sistema de reconhecimento facial nas entradas dos colégios da rede estadual.

A proposta tem como foco reforçar a segurança de estudantes, professores e funcionários, por meio de um controle mais rigoroso de acesso às unidades escolares. A tecnologia permitiria identificar, em tempo real, quem entra e sai das escolas, dificultando a presença de pessoas não autorizadas e contribuindo para a prevenção de situações de risco.

A iniciativa ganha relevância em meio à crescente preocupação de pais e responsáveis com a segurança no ambiente escolar, especialmente após casos recentes de grande repercussão, como o da adolescente Thamiris, de 14 anos, que desapareceu ao sair da escola em Itinga, em Lauro de Freitas, e foi encontrada morta dias depois.

De acordo com o parlamentar, o objetivo é integrar ferramentas tecnológicas às políticas públicas de educação e segurança. “A escola precisa ser um ambiente seguro. O uso de reconhecimento facial pode ajudar no monitoramento de acessos e trazer mais tranquilidade para as famílias”, destacou o parlamentar em nota enviada à imprensa.

Caso avance, a medida dependerá de análise técnica e orçamentária da Secretaria de Educação, incluindo custos de instalação, manutenção e adequação à legislação de proteção de dados. Especialistas também apontam a importância de garantir transparência no uso das informações e respeito à privacidade dos estudantes.

A indicação não tem efeito imediato, mas abre espaço para discussão sobre novas estratégias de segurança nas escolas públicas da Bahia. A orientação para pais e responsáveis é acompanhar o tema e cobrar medidas que fortaleçam a proteção no ambiente escolar.

Samuel Júnior ironiza repasse de R$ 36 milhões para floricultura: “Acho que nem a cidade de Holambra consegue produzir tanta flor”

O deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) utilizou um tom irônico nesta terça-feira (17), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), para cobrar explicações sobre um suposto repasse de R$ 36 milhões feito pelo Banco Master a uma floricultura ligada a familiares de um secretário de Estado. Comparando o montante ao valor de mercado de grandes terrenos industriais, o parlamentar questionou a lógica comercial da operação. “Esse valor foi o equivalente à área que a BYD comprou em Camaçari. Por certo, esse valor deve ser um financiamento para comprar o quarteirão onde a floricultura está instalada”, debochou.

Para ilustrar a magnitude do valor, Samuel Júnior fez cálculos matemáticos com o preço médio de flores. Segundo o deputado, o montante permitiria uma distribuição massiva de presentes em escala estadual. “Um bom buquê de rosas custa em média R$ 150. Se eu dividir R$ 36 milhões por isso, consigo presentear as mulheres no mês delas com mais de 240 mil buquês. Acho que nem a cidade de Holambra, a maior produtora do Brasil, consegue produzir tanta flor”, afirmou, ressaltando que o fato carece de uma explicação lógica e técnica.

O deputado enfatizou que a robustez da transação contrasta com o perfil da empresa beneficiada e pediu que o Governo do Estado e as instituições envolvidas venham a público esclarecer os critérios do repasse. “Se quiserem fazer alguma coisa malfeita, procurem uma empresa com mais robustez, que preste serviço de fato para o Estado. Despachar isso é algo que a gente não pode aceitar”, disparou.

Samuel Júnior fez questão de frisar que não possui qualquer vínculo com o Banco Master e que sua cobrança é estritamente pautada na transparência pública. Para o parlamentar, a repercussão do caso atinge a credibilidade das operações financeiras que envolvem recursos de servidores e do tesouro estadual. “Não tenho nenhuma relação com o Banco Master, nunca nem vi uma agência. Agora, a explicação a Bahia e o Brasil estão precisando”, concluiu o parlamentar, sinalizando que a oposição continuará pressionando por respostas na Alba.

Fonte: Classe Politica

Samuel Júnior cobra esclarecimentos sobre venda da Cesta do Povo  e associa episódio à investigação envolvendo Banco Master

Em meio à repercussão nacional envolvendo o caso do Banco Master, o deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) utilizou o tempo de fala na tribuna da Assembleia Legislativa da Bahia, na última quarta-feira (4), para relembrar um episódio ocorrido no estado que, segundo ele, acabou sendo deixado de lado no debate público: a venda da Cesta do Povo.

Durante o pronunciamento, o parlamentar destacou a importância histórica da Bahia em diversos momentos marcantes para o Brasil. Samuel citou desde a chegada dos portugueses ao território em 1500; a fundação de Salvador como primeira capital do país em 1549; até a contribuição cultural de artistas baianos que ganharam projeção internacional, como Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa.

Em meio a isso, também citou políticas públicas criadas no estado, como a rede de supermercados populares Cesta do Povo, implementada em 1979 pelo então governador ACM com o objetivo de ampliar o acesso da população a alimentos a preços mais acessíveis e reduzir os índices de fome.

Segundo ele, esse modelo foi encerrado em 2018, quando o então governador Rui Costa (PT) autorizou a venda da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela gestão da Cesta do Povo. A estatal foi vendida por cerca de R$ 15 milhões para o empresário Augusto Lima, ligado ao grupo que posteriormente se tornaria alvo de investigação nacional envolvendo o Banco Master.

O deputado também questionou a criação do programa CredCesta logo após a negociação.

“Menos de 60 dias depois da venda é criado pelo governador o tal ‘CredCesta’, um cartão que todo funcionário público recebe sem nem pedir, podendo lesar até 50% do seu salário se for usado. O senhor Augusto Lima vendeu metade da Cesta do Povo por R$ 30 milhões depois disso, não há negócio mais lucrativo no Brasil”, ironizou.

Para Samuel Júnior, o tema precisa voltar ao debate público, especialmente pelos impactos que o modelo teria causado aos servidores estaduais. De acordo com o deputado, enquanto o programa se tornou alvo de críticas por parte dos trabalhadores, os empresários envolvidos teriam obtido altos lucros com a operação.

Ainda durante o discurso, o parlamentar citou informações divulgadas sobre a atuação do senador Jaques Wagner (PT) no caso, mencionando a contratação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega pelo banco, com remuneração considerada elevada.

“Os trabalhos exercidos foram recompensados com R$ 1 milhão de reais mensais. Quem aqui recebe um salário desse? Só jogador de futebol, e de time grande, porque aqui no Nordeste isso não é comum. Mas como dizia o doutor Octávio Mangabeira, pense num absurdo, na Bahia tem precedente. E a cada dia nós vemos que ele tinha razão”, completou.

Ao final da fala, Samuel Jr. defendeu que os fatos envolvendo a venda da Ebal e a criação do CredCesta sejam novamente discutidos, com maior transparência e esclarecimentos à população.

Fonte: bahiasemfronteiras

Samuel Júnior defende mulher, negra e evangélica para vice de Neto em 2026 e avalia possível saída de Coronel da base de Jerônimo

O deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) comentou, nesta segunda-feira (11), durante conversa com a imprensa na sede da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), a possibilidade de o senador Angelo Coronel (PSD) migrar para a base de ACM Neto (União Brasil) nas eleições de 2026.

Segundo o parlamentar, Coronel tem legitimidade para buscar a reeleição e destacou o trabalho do senador em defesa dos municípios. Ele afirmou que, caso o movimento político se concretize, Coronel será bem recebido no grupo de oposição para compor a chapa de ACM Neto ao governo estadual. “Se Coronel vier para o grupo, será muito bem-vindo para ser o nosso candidato ao Senado, marchando junto com ACM Neto. Estamos de braços abertos para recebê-lo”, disse Samuel.

O deputado também opinou sobre a escolha do vice de ACM Neto para a disputa ao governo, defendendo que o perfil ideal seja o de uma mulher, negra e evangélica. “Acho que, se a gente conseguir colocar uma mulher para ser a nossa vice, principalmente se for uma mulher negra e evangélica, já conseguimos dar um avanço muito significativo. O Republicanos tem quadros para isso e para somar com a chapa de Neto”, afirmou.

Fonte: ClassePolitica

Deputado Samuel Júnior elogia apoio de Zé Cocá à reeleição de Angelo Coronel e lembra possível imbróglio no PSD para 2026 Classe Politica Política com Interatividade

Por Yuri Abreu

O deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) comentou, nesta segunda-feira (11), a declaração do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), que anunciou apoio à candidatura de reeleição do senador Angelo Coronel (PSD), nas eleições de 2026. A fala foi dada na sede da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Segundo o parlamentar, Zé Cocá é um dos principais líderes políticos da região e seu posicionamento reflete o sentimento de muitos prefeitos baianos. Samuel lembrou que, durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília, presenciou o gabinete de Coronel cheio de gestores municipais buscando apoio. “Ele ajudava prefeitos, conversava, dava atenção. Isso mostra sua sensibilidade. Inclusive encontrei Zé Cocá lá. Esse apoio é o sentimento de muitos municípios”, afirmou.

Samuel também apontou que o cenário político dentro do PSD ainda está em fase de definição. Ele mencionou que o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, já sinalizou que, caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seja candidato à Presidência, terá seu apoio, o que pode acabar influenciar alianças nos estados. “Tem uma discussão importante sobre como vai ficar a relação do PSD com o PT aqui na Bahia. Até o fim do ano, teremos muitos capítulos dessa novela para assistir”, completou Samuel Júnior.

Fonte: ClassePolitica

Deputado Samuel Júnior critica silêncio institucional e aponta “perseguição” a Bolsonaro: “Que Deus tenha misericórdia do Brasil” Classe Politica Política com Interatividade

O deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) se pronunciou nesta quarta-feira (6) sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Para o parlamentar baiano, a decisão expõe um cenário preocupante de desequilíbrio institucional e de “perseguição” dentro do sistema democrático brasileiro.

“Sem sombra de dúvida, um dos assuntos mais comentados nos últimos dias foi a prisão que o ministro Alexandre de Moraes impôs ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro”, afirmou. Samuel destacou que, embora decisões judiciais devam ser respeitadas, também devem ser objeto de análise e debate, o que, segundo ele, não está acontecendo de forma transparente no país. “Decisão judicial, primeiro a gente cumpre e depois discute. Só que infelizmente a gente não vê discussão sobre essa prisão”, pontuou.

Em tom crítico, o deputado afirmou enxergar uma “saga” pessoal por parte do ministro do STF contra Bolsonaro. Ele lamentou a falta de manifestação por parte do Congresso Nacional, em especial do Senado Federal, frente aos recentes episódios envolvendo o ex-presidente e outros parlamentares de direita. “Infelizmente, a gente não vê um pronunciamento do Congresso. Está todo mundo calado. A não ser que o baba tenha sido combinado e a gente não está sabendo”, ironizou.

Samuel Júnior também mencionou o caso do senador Marcos do Val, que passou a usar tornozeleira eletrônica, e do ex-deputado Daniel Silveira, preso por “crime de opinião”, segundo suas palavras. “Esse é o Brasil que nós estamos vendo. Que Deus tenha misericórdia do nosso país”, disse.

Contrário ao que chamou de “extremismos” tanto da esquerda quanto da direita, o deputado afirmou defender a preservação do Estado democrático de direito. “Cada dia precisamos lutar por mais democracia, porque o que estamos vendo não é um direito democrático, nem para o ex-presidente, nem para o senador, nem para outros que pensam diferente.”

Fonte: ClassePolitica

Samuel Junior critica STF, aponta desgaste de Lula e defende protagonismo da oposição na Bahia para 2026

deputado estadual Samuel Junior (Republicanos) fez duras críticas, na manhã desta terça-feira (5), à condução dos processos judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante entrevista ao programa De Olho na Bahia, da Rádio Mix Salvador (104.3 FM). Em conversa com o editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, e com os jornalistas Matheus Morais e Gomes Nascimento, ele afirmou que a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na decretação da prisão domiciliar de Bolsonaro, levanta sérias dúvidas sobre a legalidade do processo.

Liberdade ameaçada e judicialização da política

Segundo Samuel Junior, há um desequilíbrio claro na forma como a Justiça tem tratado figuras públicas, principalmente da direita. Para o deputado estadual, isso se reflete no cerceamento da liberdade de opinião e expressão.

“A forma como tem tratado esse processo do ex-presidente Bolsonaro me parece muito mais que é uma saga que ele colocou no coração de fazer. Quando a gente observa todo o processo legal, existem várias etapas que vêm sendo puladas”.

De acordo com o parlamentar, o silêncio de outros setores, como o Congresso Nacional e a própria imprensa, agrava ainda mais o cenário, transformando o que seria uma garantia constitucional em um privilégio de poucos. Samuel apontou ainda que outros políticos foram vítimas de “crimes de opinião” e essa perseguição atinge diretamente os fundamentos da democracia.

Bolsonaro inelegível e Tarcísio como principal nome da direita

Mesmo diante do cenário de inelegibilidade de Bolsonaro, Samuel Junior acredita que o ex-presidente ainda exerce forte influência política. Para o deputado estadual, atualmente, o ex-mandatário do país é o maior cabo eleitoral da direita e sua base de apoio popular continua sólida.

“O Bolsonaro hoje tem uma capacidade de agremiação de massa que nem o atual presidente consegue fazer”, avaliou Samuel.

O parlamentar ressalta, no entanto, que dificilmente o ex-presidente conseguirá reverter sua condição jurídica, o que torna urgente a construção de uma nova liderança para o campo conservador. Neste contexto, Samuel vê o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como a opção mais viável, embora admita que sua proximidade com Bolsonaro também possa trazer desafios.

Segundo ele, figuras do entorno do ex-presidente atrapalham a articulação de uma candidatura unificada e sólida. Para o deputado, o momento é de acelerar o processo de escolha do candidato.

“Não se constrói uma candidatura para presidente da República da noite para o dia. Precisamos vencer essa etapa. O presidente Bolsonaro não terá condição de ser candidato. Isso está posto pela Justiça.”

Distanciamento com PT e limites na relação com governo Jerônimo

Questionado sobre a relação entre o segmento evangélico e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, Samuel Junior afirmou que há respeito institucional, mas diferenças ideológicas profundas que inviabilizam uma aliança política real.

“Nós pensamos diferente. As pautas que o PT defende não se encaixam com os nossos sentimentos”, disse.

Apesar disso, o deputado reforçou que a oposição deve agir com inteligência e responsabilidade, sem desrespeitar os adversários. Ele também criticou o apoio de nomes ligados ao segmento evangélico que integram o governo estadual, como o ex-deputado estadual Heber Santana (Podemos), e disse que a aproximação entre os dois campos é improvável.

Oposição na Bahia e a construção para 2026

Sobre o futuro político do Estado, Samuel Junior defendeu que o Republicanos tenha espaço na chapa majoritária da oposição em 2026. Segundo ele, o partido é hoje um dos principais aliados do vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, com três deputados estaduais e três federais na Bahia, e deve participar ativamente da formação do grupo opositor.

“Com exceção da federação entre União Brasil e PP, o Republicanos é o maior partido do grupo de Neto. Acho que temos condições reais de ganharmos a eleição em 2026. São 20 anos do mesmo grupo político no poder. Está na hora de virar a chave.”

Samuel acredita que o ex-prefeito de Salvador tem se reestruturado após a derrota na última eleição e que uma candidatura sólida a presidente da República será decisiva para impulsionar as chances da oposição no Estado. Para ele, o fator Lula foi determinante em 2022, mas hoje o presidente sofre desgaste e já não mobiliza os mesmos apoios.

“Hoje Lula tem um grande desgaste. As promessas que foram feitas não têm chegado na casa das pessoas de baixa renda”, afirmou.

Ainda sobre as eleições de 2026, o deputado também citou nomes como o ex-ministro e presidente estadual do PL, João Roma, além das prefeitas de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil) e de Morro do Chapéu, Juliana Araújo (PDT), como possíveis candidatos à majoritária pela oposição.

Sobre o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), apontado como um dos gestores que se aproximou de Jerônimo e pode voltar a fazer parte da base governista, Samuel minimizou. Para ele, há uma diferença entre cordialidade institucional e adesão política.

“A gente precisa separar o abraço institucional com o abraço de estar no grupo”, declarou.

Fonte: Muita Informação

Agora é lei: Bahia terá Semana de Prevenção e Combate à Automutilação nas escolas

Em 18 de março de 2020, o deputado Samuel Junior (Republicanos) ingressou no Parlamento baiano com o Projeto de Lei nº 23.790 para instituir a Semana de Prevenção e Combate à Automutilação nas escolas públicas de ensino fundamental no Estado da Bahia. Depois de tramitar nas comissões permanentes, o PL foi aprovado pelos pares no plenário e se transformou na Lei nº14.934/2025, que foi promulgada pela presidente da Assembleia Legislativa (ALBA), deputada Ivana Bastos. A nova legislação, publicada no dia 18 de junho no Diário Oficial Eletrônico do Legislativo, estabelece que a referida semana deverá ser realizada, na rede estadual de ensino, no início de cada ano letivo.

A automutilação pode ser definida como qualquer comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio. O deputado Samuel Junior explica que esse comportamento é repetitivo, chegando, em alguns casos, a mais de 100 vezes em um período de 12 meses. Ele alerta que as formas mais recorrentes de automutilação são cortar a própria pele, bater em si mesmo e queimar-se. Em geral, prossegue o legislador, as áreas onde são produzidos os ferimentos são braços, pernas e abdômen.

“Cada vez mais comum entre crianças e adolescentes, a automutilação traz à tona feridas emocionais de meninos e meninas. Trata-se de uma espécie de troca da dor emocional pela dor física. Muitos deles se ferem também como uma forma de punição”, analisa o parlamentar. Para o autor da nova lei, “por medo de serem julgados ou incompreendidos, os automutiladores apresentam dificuldade em falar sobre si mesmo, principalmente sobre a doença”. Além deste aspecto, o deputado lembra que alguns jovens “abandonam qualquer tipo de atividade em que seja necessária a exibição do corpo, como ir à praia ou praticar exercícios físicos, para que suas feridas e cicatrizes permaneçam ocultas”.

A partir do ano que vem, por determinação da nova Lei nº 14.934/2025, que cria a Semana de Prevenção e Combate à Automutilação, as escolas públicas deverão ser mobilizadas em planos de intervenção e medidas preventivas, tanto para facilitar o acompanhamento, bem como para promover reflexão e orientação sobre a automutilação.

Fonte: Al.ba.gov